Não depender do transporte público para ir e voltar do trabalho é o sonho de muitos brasileiros. É um dos motivos pelos quais as pessoas por aqui gostam tanto do carro. Mas, com a pandemia do coronavírus, isso se tornou ainda mais importante, uma vez que o veículo próprio permite fugir da aglomeração do ônibus ou do metrô.

Com isso, surgem novas oportunidades de crescimento para a indústria automobilística. Mesmo que, por outro lado, seja preciso encarar vários desafios e se reinventar em meio a uma crise econômica e num contexto no qual boa parte da população pensa duas vezes antes de gastar dinheiro com um carro novo.

Usado é uma boa opção, mas fique atento à vistoria

Primeiramente, saiba que se você entendeu que é hora de comprar um carro, mas está com um pé atrás por causa da crise, é bom lembrar que o usado custa bem menos. E muitos brasileiros, cientes disso, decidiram adiar o sonho do zero quilômetro por um tempo.

Segundo a Fenabrave, só em março deste ano foram vendidos 915 mil usados. São cinco vezes mais que o total de veículos zero quilômetro. O número ainda é 39% maior que o registrado no mesmo período de 2020.

Porém, caso o usado seja a sua opção, vale um alerta: ainda mais na crise, é importante fazer a vistoria cautelar. Além da vistoria veicular, que é obrigatória e mostra se a documentação está em ordem e se o veículo tem condições de circular. Ela é mais confiável que simplesmente levar o carro a um mecânico de confiança. Nela são analisados, por exemplo, o histórico de procedência do veículo e toda a parte estrutural da carroceria. Assim, você evita cair em golpes e passa a ter em mãos um laudo que pode te ajudar, caso surja algum problema no futuro.

O carro vai ficar mais caro?

Antes de mais nada, nem é preciso dizer que, na crise, não seria legal o preço subir. Porém, a alta do dólar encareceu boa parte das matérias-primas, como o aço. Com isso, entidades do setor passaram a pedir apoio do governo.

Há uma série de movimentos que buscam a redução do chamado “custo Brasil”. Ele prevê, principalmente, menos impostos. IPI e ICMS, por exemplo, podem representar, sozinhos, até 30% do valor do zero quilômetro.

Portanto, caso essas alíquotas sejam reduzidas, o preço menor também deve incentivar as vendas. O que seria bom para a indústria, o comprador e a economia como um todo, uma vez que o setor emprega milhares de pessoas.

E o carro elétrico, vai ganhar força?

De fato, a pandemia acelerou mudanças tecnológicas que têm como foco a sustentabilidade. O preço do combustível em alta pode assustar muitos compradores. A eletricidade, além de mais barata, também é uma fonte de energia limpa.

As marcas estão mais atentas a tudo isso. Já começam até, para poupar recursos financeiros e naturais, a pensar em reduzir o número de concessionárias e a vender mais pela internet. A compra pela web caiu no gosto de muita gente, durante a pandemia.

Porém, as mudanças, nesses dois casos, podem ser lentas. Exigem uma nova infraestrutura, seja de atendimento, distribuição e para a recarga dos veículos elétricos. Além disso, ainda tem consumidor que desconfia do carro elétrico e ainda mais de comprar um mais caro pela internet, o que é mais um desafio para o setor.

E você, teria coragem?

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