Conforto, rapidez, privacidade, liberdade para ir e vir a hora que quiser e até a paixão do brasileiro por carros. São vários os motivos que fazem grande parte da população querer ter um veículo próprio. Ainda mais agora, com a necessidade de evitar a aglomeração do transporte público, por conta da pandemia.

Porém, como um carro é um bem caro, sempre surge a dúvida: é melhor comprar um novo ou um usado? É claro que o zero quilômetro é o sonho de consumo de muita gente. Afinal, quem não gosta do cheiro de carro novo? Mas, seja por conta do bolso ou outras necessidades do motorista, o usado pode ser uma ótima opção.

Vantagens e desvantagens do carro novo

Uma das grandes vantagens do carro novo é que não haverá, no começo, muitos gastos com manutenção. As trocas de óleo e dos filtros, por exemplo, devem ser feitas periodicamente em qualquer veículo. Mas os itens de maior durabilidade, como os pneus, só precisarão ser trocados depois de muito tempo, no caso do carro novo.

Além disso, o zero quilômetro não vem com aqueles detalhes na funilaria para corrigir. Casos usados podem ter alguma batidinha na porta causada pelo vizinho de vaga no prédio ou aquela marquinha de uma encostada de para-choque em uma coluna. 

Isso tudo sem falar na garantia dada pelo fabricante, normalmente de três anos. Entretanto, ela depende de que o proprietário faça as revisões periódicas. Devem ser feitas em uma concessionária da marca e muitas vezes são bem caras, não valendo a pena para muitas pessoas por não caber no bolso. E também, a não ser que haja alguma promoção, na hora da venda, o comprador do zero quilômetro precisa pagar o IPVA daquele ano.

Por outro lado, a grande desvantagem do carro novo é a desvalorização. Você já deve ter ouvido a seguinte frase: “saiu da concessionária, o carro já vale 30% menos”. Ela talvez seja exagerada. Porém, se você comprar um veículo zero quilômetro hoje e por algum motivo quiser vendê-lo daqui um mês, saiba que ele, de fato, já valerá bem menos do que você pagou.

Vantagens e desvantagens do carro usado

A primeira vantagem é óbvia: o preço. Como ele já foi novo e já passou por essa desvalorização inicial, o carro usado custa, pelo menos, 30% menos. É claro que, como qualquer bem, ele sempre sofrerá um processo de depreciação. Mas, conforme o tempo passa, o ritmo de desvalorização do veículo fica cada vez mais lento, o que é um outro ponto importante a ser observado.

Além disso, é possível que o antigo dono já tenha pago o IPVA daquele ano. Se você está com a grana curta, pode ajudar bastante. O IPVA merece atenção por outro motivo: ele normalmente é vinculado ao valor do carro – no estado de SP, por exemplo, o imposto do carro de passeio é de 4% sobre o preço de tabela -, o que faz com que, quanto mais caro o veículo, mais caro é o imposto.

Entretanto, caso essas manutenções não tenham sido feitas recentemente pelo antigo dono, vão gerar uma nova despesa. Elas se tratam sobre a troca de pneus, correia dentada, disco de freio, entre outros itens de longa duração. Sem falar que o carro usado sempre virá com naquelas pequenas avarias na lataria já citadas.

Outro ponto de atenção no usado é a questão da procedência. Afinal, como saber se o antigo dono cuidou do veículo e garantir que o comprador não cairá numa roubada? A preocupação é legítima, mas aqui vai uma boa notícia: hoje, está bem mais fácil fazer uma boa perícia e ter a certeza de que aquela será uma compra segura.

A dica é procurar uma empresa especializada, credenciada pelo Detran, para fazer uma revisão veicular completa. Há vários tipos de procedimentos, como a vistoria cautelar, a vistoria de transferência e a vistoria técnica, todos capazes de avaliar a procedência daquele veículo usado e garantir que o novo dono não tenha dor de cabeça.

Afinal, carro novo ou usado?

Bem, a decisão é sua. Mas, com todas essas informações em mãos, fica mais fácil escolher. Caso a grana esteja curta, faça bem as contas e projete os gastos com a compra do veículo, a manutenção, o seguro, o IPVA, a depreciação e os juros, se você decidir não comprar à vista. É possível que o usado seja a melhor opção.

Também é importante ter em mente em quanto tempo você pretende trocar de carro, se informar sobre o consumo de combustível de cada modelo e calcular quantos quilômetros você pretende rodar. Caso sejam distâncias muito longas, os gastos com a manutenção do usado devem surgir antes, o que pode tornar o zero quilômetro a melhor opção. Enfim, faça um planejamento e boa compra.

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